DOENÇA DE ALZHEIMER



Texto tirado do livro METAFÍSICA DA SAUDE -  Autores Gasparetto & Valcapelli

A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência no idoso. É uma doença degenerativa que afeta o cérebro, provocando atrofia progressiva das estruturas neurológicas.

Manifesta-se com a alteração de humor e de comportamento. Inicialmente a pessoa apresenta perda progressiva da memória, principalmente para eventos recentes, ou seja, não se esquece do passado, mas tem dificuldade de se lembrar do que ocorreu há alguns instantes. 

Promove a perda das habilidades de pensar, raciocinar e memorizar. Caso a pessoa vá à padaria da 
esquina, por exemplo, pode ocorrer de ela não conseguir fazer o caminho de volta para casa. O avanço da doença afeta a linguagem, dificultando a expressão e também o aprendizado.

A progressão da doença é lenta, porém implacável. Os sintomas vão se agravando com o passar do tempo, durando com frequência mais de dez anos; essa é a perspectiva de vida de uma pessoa com Alzheimer. A doença culmina na demência, que é um transtorno mental orgânico, resultando na perda progressiva ou permanente das faculdades intelectuais. A pessoa perde a razão e a capacidade de cuidar de si mesma, apresentando também alteração na personalidade.

É muito comum entre as pessoas desejarem o controle sobre a realidade, querer garantir antecipadamente os resultados almejados e procurar ter as “rédeas” da condução da própria vida e, às vezes até, da vida dos outros. Para tanto, fazem-se necessárias as faculdades mentais, que possibilitam a interação com o meio em que vivem.


A integração com o ambiente e as relações interpessoais requerem que se estabeleça elo ou cumplicidade entre as pessoas, bem como interesses pelos assuntos em questão. Quanto maior a cumplicidade, maior a integração com o meio. Do mesmo modo, para o uso das faculdades intelectuais é necessário elevado nível de conexão consigo mesmas e com as situações ao redor.

Para um bom relacionamento social ou afetivo é imprescindível a capacidade intelectual para mediar os diálogos, melhor dizendo, a atenção, os registros das informações e a organização da expressão verbal e corporal.

Quanto mais afinidade existir entre as pessoas, melhor será a interpretação do que está sendo dito, possibilitando maior interação no diálogo. Isso fica evidente numa convivência longa e com profundos laços afetivos, como a de um casal. Basta um gesto ou um olhar, para que o  outro se inteire do assunto.

A empatia favorece não só a aproximação como a comunicação entre as pessoas; meias palavras são suficientes para interpretar e responder o assunto em foco. Pode-se dizer que quanto mais próxima a pessoa estiver do ambiente e daqueles que a cercam, mais ela exige das estruturas mentais para se situar nos assuntos e fornecer elementos para interação. Se por um lado os diálogos ficam mais simples, por outro a necessidade de elementos interiores como a memória e o raciocínio é aumentada.


A doença de Alzheimer é um mal que aflige pessoas que não conseguiram estabelecer um profundo elo com a realidade. É como se vivessem naquele entusiasmo da paixão, mas não estabelecessem profundo elo existencial com a vida. Apesar do tempo que viveram, não se sentiram profundamente integradas ao ambiente.


Segundo a ótica metafísica, aquele que se cuida, terá sempre condições para o fazer; já aquele que se anula, poderá comprometer a valiosa capacidade de atuação no meio.

O maior poder é o de sermos nós mesmos. Não basta apaixonar-se pela vida; é importante sentir-se integrado à realidade cotidiana.

A falta de fé em si, provoca o desejo de domínio sobre os outros e o excesso de cobranças!


Texto tirado do livro METAFÍSICA DA SAUDE -  Autores Gasparetto & Valcapelli





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